21 abril 2020


Sugestão de protocolo para a reabertura e inspirações para novos formatos de autosserviço.
Fortemente impactados pela pandemia da Covid-19, os restaurantes em todo o segmento comercial de foodservice estão fechados. Liberados apenas para operar nos sistemas de entrega (delivery) ou no atendimento no balcão com fornecimento de comida para viagem (to go). Muitos operadores estão aflitos e mergulhados em incertezas quanto ao futuro. 
Na reabertura, quando o distanciamento social for flexibilizado, o comportamento dos clientes será outro. Especificamente nos sistemas de autosserviço – self-service, os consumidores podem evitar esses restaurantes por acreditarem que aglomerações de pessoas em ambientes fechados, falando enquanto se servem de alimentos expostos, compartilhando dos mesmos utensílios, sentando-se em mesas comuns e próximas uma das outras e seguindo falando enquanto comem, representam grande risco de contágio da Covid-19.

Como operar restaurantes self-service que sejam mais seguros contra o contágio do coronavírus e ao mesmo tempo transmitir aos clientes a sensação dessa segurança?

É provável que as autoridades sanitárias criem um protocolo médico para ser utilizado na reabertura dos restaurantes self-service. Porém, enquanto esse momento não chega e preocupados com a angústia dos operadores desse importante segmento do foodservice (ver quando ao lado), resolvemos nos antecipar a esse desafio e contribuir com nossa visão sobre o tema.
Reunimos nosso time de arquitetos e designers de foodservice e conversamos com especialistas na busca de soluções para esse complexo desafio. O resultado, apresentado a seguir, é um conjunto de recomendação e ideias que propomos para orientação e inspiração dos operadores dos restaurantes de autosserviço.

ÁREAS DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO – ENTRADA, BUFÊ DE SERVIÇO, SALA DE REFEIÇÃO E CAIXAS DE RESTAURANTES DE AUTOSSERVIÇO (SELF-SERVICE):

No acesso ao restaurante

  • Controlar o fluxo de entrada para evitar aglomerações. Os restaurantes institucionais podem fracionar a ida do pessoal ao restaurante;
  • Dar visibilidade aos procedimentos de segurança adotados pelo restaurante, assim como às recomendações aos clientes. Utilizar cartazes e informações verbais: “Entre, lave as mãos, pegue seu prato, sirva-se e mantendo-se sempre em silêncio, pela saúde de todos.”
  • Cardápios, quando existentes, devem ser produzidos em materiais descartáveis;
  • Disponibilizar lavatórios fixos (2 ou 3 por linha de serviço)Como alternativa oferecer dispensadores de álcool em gel. Totens com dispensadores de álcool em gel acionados por pedal, podem ser uma ótima alternativa.

No bufê de serviço

  • Toda a louça utensílios utilizados devem ser lavados e higienizados em máquinas de lavar louças com enxágue a 84oC;
  • Oferecer talheres higienizados e embalados;
  • Na impossibilidade de usar lavagem mecânica oferecer utensílios descartáveis;
  • Fazer identificação no piso para garantir a distância de 1,5 metros entre os clientes;
  • Utilizar sistema misto no bufêautosserviço de alimentos porcionados e embalados e pratos servidos:
  • Saladas podem ser pré-montadas em porções individuais, protegidas com filme plástico para autosserviço em expositores refrigerados;
  • Proteínas e guarnições devem ser servidas por funcionários, em balcões aquecidos. Criar protetores de acrílico entre o pessoal de serviço e os clientes; 
  • Bebidas embaladas (latas e outras embalagens), em caso de post mix deverá ser operada por funcionários, sem manipulação dos clientes;
  • Sobremesa em porções embaladas, para autosserviço e expostas em refrigeradores abertos tipo grab&go;
  • Disponibilizar álcool em gel antes do grab&go;
  • Temperos deve ser oferecidos em sachês;
  • Os alimentos no bufê devem ser obrigatoriamente cobertos com protetores salivares eficientes com fechamentos lateraissuperior e frontal (Anvisa e NSF/ANSI 2). O bonito agora é o mais seguro;
  • Balcões centrais (atendimento por ambos os lados), não devem ser utilizados, quando existentes, devem ser utilizados somente em um dos lados. Utilizar o outro lado para implantar pratos servidos;
  • Os funcionários de serviço no bufê e no restaurante devem usar luvas e máscaras;
  • Restaurantes pequenos ou aqueles que possuem o bufê encostados em paredes, que impossibilita a implantação de pratos servidos, podem oferecer pratos já montados com duas ou três opções.

Na sala de refeição 

  • Verificar a possibilidade para reduzir 1/3 das mesas para assegurar o distanciamento de 2 metros entre mesas e 1 metro entre cadeiras;
  • Uma alternativa seria manter a quantidade de mesas, porém recomendar o uso somente de um dos lados;
  • Funcionários deve desinfectar mesas e cadeiras após cada uso e troca de clientes;
  • Disponibilizar álcool em gel nas mesas;
  • Prever local para descarte de máscaras;
  • Utilizar ventilação natural se possível. No caso de ar condicionado, observar a  limpeza dos filtros e a manutenção preventiva do sistema;
  • Colocar cartazes recomendando para que todos comam em silêncio

No caixa para pagamento

  • Utilizar comandas descartáveis;
  • Fazer identificação no piso para garantir a distância de 1,5 metros entre os clientes;
  • Operadores dos caixas devem utilizar máscaras e não podem manipular alimentos;
  • Instalar protetores de acrílico para as balanças;
  • Instalar protetores de acrílico nos caixas;
  • Desinfetar as maquininhas de cartão antes de cada uso;
  • Incentivar o uso do pagamento sem contato físico, com celulares e relógios inteligentes;
  • Implantar sistema para pagamento por débito;
  • A tecnologia para caixas automáticos ou sem caixas já está disponível e pode ser utilizada por restaurantes com maior poder de investimento.
Os sistemas de autosserviço (self-service), quando projetados seguindo a legislação já existentes antes da pandemia da Covid-19, estão com a infraestrutura preparada para operar com segurança. Esses restaurantes poderão adotar os procedimentos indicados sem maiores problemas. 
Outros restaurantes precisarão fazer alguns ajustes para oferecer a segurança necessária aos seus clientes e funcionários.

Novos formatos de autosserviço

Pense em um “delivery” da cozinha do seu restaurante para a sala de refeições. Em vez do bufê tradicional,  uma “parede” formada por expositores verticais refrigerados e aquecidos tipo “grab&go”. Refeições completas, alimentos em porções e lanches, preparados e embalados em sua cozinha (ou vindo de uma central) são disponibilizados nesses expositores. O cardápio é tipicamente brasileiro com a comida de todos os dias: picadinho, filé à parmegiana, estrogonofe de frango, feijoada, saladas, sopas, sanduíches, pizzas, opções veganas…
Todos os alimentos estão lindamente expostos, iluminados e fáceis para pegar. Os clientes podem consumir no local ou levar as refeições e lanches para escritórios, para casa… Fornos rápidos (micro-ondas) estão disponíveis para os clientes aquecerem as suas refeições e lanches quando resfriados. Alimentos quentes também estão disponíveis e prontos para consumo.

ESSE NOVO FORMATO OFERECE MUITAS VANTAGENS EM RELAÇÃO AO SERVIÇO TRADICIONAL DE BUFÊ COMO:


  • Adequação rápida para troca do cardápio: café da manhã, almoço e lanches “Snackification” (1);
  • Vendas durante todo o dia;
  • Vendas de alimentos para consumo no local ou para viagem “take-away” (2);
  • Produtos prontos para “delivery” (3);
  • Serviço mais rápido, maior giro no salão;
  • Menor desperdício de comida pronta (esse é um problema dos bufês atuais);
  • Maior produtividade, produção contínua na cozinha durante toda a jornada;
  • Possibilidade de escalar os negócios;
  • Permite a centralização da produção, inclusive em “ghost kitchens” (4),  e distribuição em vários pontos de venda;

PORÉM, O SISTEMA TRAZ ALGUNS DESAFIOS TAMBÉM:


  • A quebra de paradigmas no comportamento de consumo de comida fora de casa;
  • A necessidade de avançar com o desenvolvimento das embalagens 100% biodegradáveis, com zero impacto para o meio ambiente;
  • A necessidade de investimentos em reformas e aquisição de equipamentos como resfriadores/congeladores rápidos, vitrines tipo grab&go, fornos profissionais de micro-ondas e outros;
  • A transformação digital dessas operações também será necessária para a obtenção de resultados melhores.
Esse novo formato de autosserviço será mais facilmente adaptado para o segmento de restaurantes comercial e para copas descentralizadas no segmento institucional do foodservice.
Existem algumas referências de utilização desse sistema. Relacionamos aqui as redes de foodservice britânicas Pret a Manger e Wasabi, com muito sucesso nos EUA e em outros países. 
  1. Snackification é um termo em inglês criado recentemente para designar a tendência de comportamento, observada principalmente nas novas gerações, do aumento do consumo de lanches em vários momentos do dia ou invés de refeições completas consumidas em horários tradicionais – café da manhã, almoço e jantar;
  2. Take-away ou To go são expressões em inglês para o serviço de comprar no restaurante e levar para consumir em casa ou escritórios;
  3. Delivery é o serviço bem conhecido entre nós de pedir comida quente, pronta para consumo e receber em casa ou escritório;
  4. Ghost kitchens são cozinhas específicas para delivery e que não possuem áreas para atendimento de público.
QUADRO – 1
Resumo das recomendações para operar restaurantes self-service que sejam mais seguros contra o contágio da Covid-19.

ÁREAS DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO – ENTRADA, BUFÊ DE SERVIÇO, SALA DE REFEIÇÃO E CAIXAS.


  • Controlar o fluxo de entrada para evitar aglomerações;
  • Disponibilizar lavatórios e dispensadores de álcool em gel para os clientes. Os totens com álcool em gel são alternativas práticas;
  • Fazer marcações no piso, na área do bufê e filas de pagamento nos caixas, para limitar a proximidade das pessoas em 1,5m;
  • Higienizar louças e utensílios mecanicamente com enxágue a 84ºC;
  • Na impossibilidade de usar lavagem mecânica oferecer utensílios descartáveis;
  • Implantar o serviço misto no bufê com autosserviço de alimentos porcionados e embalados e pratos servidos;
  • Utilizar protetores salivares eficientes;
  • Não utilizar balcões centrais com atendimento pelos dois lados;
  • Verificar a possibilidade para reduzir 1/3 das mesas para assegurar o distanciamento de 2 metros entre mesas e 1 metro entre cadeiras;
  • Alternativamente, utilizar as mesas da sala de refeições somente em um dos lados;
  • Disponibilizar locais para descarte de máscaras;
  • Instalar protetores de acrílico nos caixas e balanças (quando utilizadas);
  • Incentivar o pagamento digital, sem contato físico;
  • Treinar os funcionários e padronizar o uso de máscaras;
  • Criar cartazes para comunicação com os clientes: informar procedimentos que o restaurante está seguindo e orientar as boas práticas de higiene para os clientes.
Tenha em mente que o objetivo dessas recomendações, além de criar um ambiente mais seguro é também o de promover a percepção de segurança para os clientes.
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QUADRO – 2

O SISTEMA DE AUTOSSERVIÇO NO BRASIL

Os restaurantes que operam no sistema de autosserviço, ou self-service como são conhecidos, respondem por 27% dos almoços servidos fora do lar, segundo pesquisa Sebrae. Estimamos que restaurantes de autosserviço, soma aproximadamente 150 mil estabelecimentos no Brasil, somente no segmento comercial.
No segmento institucional, o autosserviço é fortemente utilizado em restaurantes de empresas, escolas, unidades militares, hospitais, além de outros.
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QUADRO – 3

COMO O CORONAVÍRUS É TRANSMITIDO: 

Segundo informações das autoridades de saúde e de especialistas que conversamos, a transmissão do coronavírus causador da Covid-19 pode ser resumida da seguinte forma:
  1. Por vias respiratórias, através das gotículas de saliva que são jogadas no ar quando a pessoa tosse, espirra ou fala a pelo menos um metro de distância; 
  2. Por meio de contato físico, quando essas gotículas contendo o vírus alcançam mucosas dos olhos, nariz e boca; 
  3. Por meio de contato das mãos e rosto com superfícies contaminadas, levando-as aos olhos, nariz e boca; 
Outras informações sobre o SARS-Cov-19, o novo coronavírus:
  • O vírus sobrevive por algumas horas em suspensão no ar ou até dias em certas superfícies;
  • Ele resiste por até três horas na forma de aerossol;
  • O vírus chega a ficar até três dias sobre estruturas ou objetos de plástico ou aço inoxidável;
Em outras palavras o vírus é transmitido por:
Gotículas de saliva da fala, espirros, acessos de tosse e contato das mãos com superfícies contaminadas

COMO PREVENIR: 

Isolamento social e higiene das mãos.
O uso de produtos de limpeza simples, como água e sabãodesinfetante e água sanitária é eficaz para eliminar o vírus de superfícies

QUADRO – 4

ÁREAS DE PRODUÇÃO – COZINHAS

O foco deste trabalho são as áreas de serviço e atendimento ao público dos restaurantes de autosserviço, porém queremos ressaltar que os restaurantes devem seguir a legislação sanitária vigente com todo o rigor. Chamamos a atenção para os seguintes pontos: 
  • Estabelecer um controle para identificar as condições de saúde do colaborador, o qual ficará impedido de trabalhar se exibir sinais visíveis de doença, apresentar sintomas gripais, febre, diarreia, vômito, infecções cutâneas. Reforçar a importância da comunicação imediata ao gestor responsável sobre o problema de saúde para as devidas ações; 
  • Orientar todos os colaboradores sobre a doença e prevenção do contágio pelo coronavírus (SARS-COV-2), a forma correta de higienização das mãos e demais medidas de prevenção;
  • Intensificar a prática de higiene das mãos que deve ser realizada em intervalos regulares e supervisionada;
  • Os colaboradores que preparam e servem alimentos devem utilizar máscaras e luvas descartáveis, além dos outros EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) necessários para as atividades;
  • Orientar sobre a correta utilização das máscaras e luvas descartáveis, com rigorosa higiene das mãos e descarte em local apropriado (lixeira com pedal exclusiva para este fim);
  • Intensificar a frequência de higienização das áreas de preparo e atendimento, bem como dos equipamentos, móveis e utensílios utilizando produtos saneantes específicos: detergentes e desinfetantes clorados e álcool líquido 70%.
  • Intensificar a frequência e reforçar a limpeza dos sanitários (colaboradores e clientes): pias, peças sanitárias, válvula de descarga, torneiras, fechaduras e maçanetas, interruptores, lixeiras, dispensadores de sabonete líquido, álcool gel, suporte de papel higiênico e papel toalha, piso, paredes, portas.
  • Durante o processo de manipulação dos alimentos, também deve ser mantido o distanciamento entre os colaboradores, no mínimo 1,5m.

MENSAGEM FINAL
  • Assim como ocorreu em outras crises, essa também vai passar.
    Vamos trabalhar agora e ficarmos prontos para a reabertura dos restaurantes com sucesso.
    Confiem na sua criatividade
    Agradecimentos
    Agradecemos muito aos colegas e especialistas que contribuíram com ideias, sugestões e comentários para a elaboração deste texto. Em particular nominamos: Diris Petribu, FCSI arquiteta especialista em foodservice Dra. Aline – Infectologista, Liliane Bittar – Nutricionista e Especialista em Segurança Alimentar, Myriam Scholz – Nutricionista e Especialista em Segurança Alimentar, José Aurélio Lopes, FCSI – Nutricionista, Marco Amatti, FCSI – Consultor em Gestão de foodservice, João Carlos Faias – Arquiteto e Designer, membro da FCSI e especialista em foodservice, e a todos os colegas do StudioIno.
  • FONTE:

24 julho 2019

A SAGA DE UMA ABÓBORA

Foto: Mercado de rua, Turim, Itália. Bernadete Guimarães

Abóbora ou Jerimum? É uma fruta de pele espessa, mas utilizada como legume na culinária. A maioria das variedades é firme o suficiente para refogar ou ensopar em pedaços, mas uma vez cozida pode ser transformada em purê com uma consistência muito fina. Além disso, a sua pele dura e sua estrutura oca incentivam seu uso como recipiente comestível. Acredita-se que a abóbora seja provavelmente nativa do México e do sul dos Estados Unidos e fazia parte da alimentação das civilizações Maia, Asteca e Inca. No Brasil, as abóboras têm sido cultivadas há muito tempo e já faziam parte da alimentação dos povos indígenas antes mesmo da sua colonização.
RIQUEZA NUTRICIONAL
Sua coloração atrativa é conferida pelos carotenóides, substância que, no organismo, é transformada em vitamina A, que combate os radicais livres – moléculas que alteram o código genético das células, podendo causar câncer. Também fornece vitaminas do complexo B, cálcio e fósforo.

COMO COMPRAR ABÓBORA
A abóbora precisa ser firme e pesada, este é um sinal de que a polpa é úmida e macia. Prefira comprar abóboras inteiras ou cortadas pela metade. Evite as abóboras cortadas em pedaços e sem casca que serão menos saborosas.
COMO GUARDAR: Não deixe as abóboras em contato com luz solar direta e evitar mudanças extremas de temperatura.
– Não refrigerar a menos que estejam cortadas em pedaços. Se este for o caso, enrole-as individualmente em filme plástico e leve à geladeira por até 5 dias.
COMO CONGELAR ABÓBORA
Abóboras podem ser congeladas de duas maneiras: Pedaços crus ou purê. 
– Para congelar uma abóbora crua em pedaços, descasque, retire as sementes (com uma colher) e corte a polpa em pedaços de 2 a 3 cm. Coloque os pedaços em sacos de congelação e tome cuidado para não colocar muitas em cada saco. Isso evitará que as peças se colem umas às outras. Para descongelar: Os pedaços: colocar água para ferver ou fazer um refogado de cebola, alho, colocar água, quando ferver, coloque os pedaços congelados para cozinhar. 
– Pode se congelar purê de abóbora em recipientes plástico. Para descongela-lo basta aquece-lo em banho-maria. Eles guardam muito bem sua cor e sabor. Depois você pode tempera-lo como quiser e usar de base para sopas, recheios de massa ou papinhas de bebês!
                              Resultado de imagem para abóbora COMO CONGELAR
A doçura moderada da abóbora, torna-a adequada para preparações salgadas e doces.
Raviole de carne de sol com abóbora em molho pomodoro

 Refogadinho de abóbora à moda mineira

Risoto de abóbora e carne de sol

 Rolinhos de abóbora, queijo e carne de sol

Salada de abóbora, azeite e gergelim

Preparo de doce de abóbora com aniz estrelado e canela

                            
Doce de abóbora e coco

Purê de abóbora com bacon

A diversidade da abóbora na culinária nos traz tantas opções e delicias que podemos variar sempre o nosso cardápio.

11 julho 2019

SOPA DE MANDIOCA E CARNE MOIDA


MANDIOCA, AIPIM, MACAXEIRA, MANIVA

Ela é rica em fibras e carboidratos, que previnem o diabete e dão saciedade. Eleita pela ONU (Organização das Nações Unidas), como o alimento do Século 21. Versátil, a mandioca pode ser consumida frita, cozida ou até mesmo em sopas.

SOPA DE MANDIOCA COM CARNE MOIDA

300g de carne moida (acém, peixinho ou patinho)
3 dentes de alho amassados
1 cebola grande picada (40g)
1 pedaço de pimentão verde picado (em torno de 02 colheres de sopa)
1 tomate maduro médio sem sementes picado
Tempero a gosto (o que você usa)
1 pitada de corante
500g de mandioca descascada e picada em cubos pequenos
Cheiro verde picado a gosto (cheiro verde: cebolinha e salsa e/ou coentro verde em folhas)
Gotas de molho de pimenta (opcional)
PREPARO
Coloque a carne moida em uma panela, espalhe-a. Tampe e de vez em quando abra e misture para que a carne fique soltinha. Aparece água e o óleo da própria carne. Quando estiver quase seca, acrescente o alho, misture, depois junte a cebola, tampe por mais 3 minutos. Abra e coloque aos poucos os ingredientes restantes. Cubra com água e deixe ferver por 5 minutos. Despeje a mandioca e metade do cheiro verde. Cozinhar até a mandioca ficar bem macia. Se necessário acrescentar mais água. A mandioca derrete um pouco tornando o caldo cremoso. 
Se gosta algumas gotinhas de pimenta vão saborizar mais sua sopa. 

17 abril 2019

MOLHO PESTO DE ORA-PRO-NÓBIS E CASTANHA DE BARU

MOLHO PESTO > Manjericão, azeite de oliveira extra virgem, alho, pinóli, queijo pecorino e parmesão ralado. Estes ingredientes simples formam um dos molhos mais populares do mundo: o pesto. Ele surgiu em Gênova, na Itália.
Aqui criamos uma releitura com ingredientes do nosso Cerrado Norte MG.

O QUE É ORA-PRO-NÓBIS
É comum ver na região de Minas Gerais esta planta nos quintais das casas e nas cercas vivas de sítios e chácaras. Típico da região utilizá-la como alimento em casas e restaurantes. É conhecida como"bife de pobre" por ser um alimento econômico, nutritivo, proteico e acessível. Em tempos de outrora, os mineiros colhiam as folhas de ora-pro-nóbis no quintal de um padre, enquanto ele rezava à missa, repetindo o refrão em latim: “ora pro nóbis, que significa "ora por nós, rogai por nós. Rica em fósforo, cálcio e ferro, fibras, aminoácidos essenciais como lisina e triptofano, proteínas, vitaminas C, A, B.

Seu alto teor de fibras ajuda no processo digestivo e intestinal, promovendo saciedade, facilitando o fluxo alimentar pelo interior das paredes intestinais, além de ajudar a recompor toda a flora intestinal.

  • Pessoas com anemia deverão passar a utilizá-la com mais frequência, pois os índices de ferro são essenciais para o tratamento desse quadro;
  • O chá, feito a partir de suas folhas, tem excelente função depurativa, sendo indicado para processos inflamatórios, como cistite e úlceras;
  • Esse poder depurativo associado ao chá também está ligado ao tratamento e prevenção de varizes;
  • As grávidas deveriam consumir Ora-pro-nobis nesse período, pois ela é rica em ácido fólico, essencial para evitar problemas para o bebê;
  • A alta concentração de vitamina C ajudará a fortalecer o sistema imunológico, evitando uma série de doenças oportunistas;
  • Ótima para a pele, devido à presença de vitamina A (retinol) em grande quantidade;
  • O retinol também é fundamental para manter a integridade da visão em dia;
  • Mantém ossos e dentes fortalecidos, pela boa quantidade de cálcio.
  • O QUE É BARU?
  • O baru ou cumbaru (nome cientifico: Dipteryx alata) é o fruto do baruzeiro, imperiosa árvore nativa do Cerrado brasileiro. Infelizmente, esta espécie está ameaçada devido à extração predatória de madeira, que possui reconhecida resistência e qualidade, com propriedades fungicidas. Esta planta imponente, com copa densa, pode alcançar mais de 20 metros de altura e seu tronco chega até 70 cm de diâmetro. O seu fruto é protegido por uma dura casca e, no interior, encontra-se uma amêndoa de sabor parecido com o do amendoim, de alto valor nutricional e muito apreciada. O baru possui cerca de 26% de teor de proteínas, mais do que o coco-da-bahia, castanha do pará e castanha de caju. O fruto pode ser utilizado integralmente, resultando em polpas de fruta, óleos, farinha, manteiga e tortas. A ele são associadas propriedades afrodisíacas.Também são
    conferidas ao óleo de baru propriedades medicinais anti reumáticas.
  • FARINHA DE CASTANHA DE BARU 

PESTO DE ORA-PRO-NÓBIS E CASTANHA DE BARU

-1 xicara de folhas frescas de ora-pro-nóbis (aperte na xicara as folhas para obter uma maior quantidade)
-2 colheres (sopa) de castanha de baru torrado (para isso bater no multiprocessador ou liquidificador a castanha de baru torrado)
-1 colher (sopa) de suco de limão
- Sal ou tempero a gosto
- 2 dentes de alho
- 2 colheres (sopa) de farinha de baru 
- 1 xicara (chá) de azeite
PREPARO
  • Lavar e secar as folhas de ora-pro-nóbis. 
  • Bater no liquidificador o alho e um pouco de azeite para triturar. Se quiser pode ralar antes o alho. Junte todos os ingredientes batendo na tecla pulsar e colocando o azeite aos poucos. Deve ficar com uma consistência cremosa mas com pedacinhos, mais granulada. 
Uma delicia para massas, servir como entrada em pães, torradas, em sanduiches naturais, acompanhar peixe ou carne suina.

*Receita desenvolvida pela Chef Bernadete Guimarães.

01 abril 2019

AULA SHOW GASTRONOMiA _ FEiRA CONEXÃO: SABOR, ARTE, NEGÓCiO


12 A 14 DE ABRIL – Parque de Exposições João Alencar Athayde – Montes Claros MG



Resultado de imagem para utensílios de cozinhaAULAS SHOW DE GASTRONOMIA

12/04 > às 18:30
CHAMEGO NA ROÇA: Risoto de Frango Caipira com ora-pro-nóbis na manteiga de garrafa aromatizada com castanha de baru e alho.

13/04 > 10:30
PORQUINHO EMBRIAGADO: Costelinha Suina Flambada na Cachaça. Farofa de Banana da Terra. Arroz de Açafrão.

13/04 > 18:00
SERTÃO TROPEIRO > Arroz com Carne de Sol na Lata com Lascas de Pequi, Crisp’s de Couve e Requeijão Moreno.

14/04 > 10:00
PAELLA DO NORTE MG > As carnes do Norte MG, os temperos e riquezas das Terras deste Sertão em um prato.


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                        -Bernadete Guimarães
                        -Breno rocha
                        -Kássia Caldeira

21 março 2019

O Sistema FAEMG, SENAR, CODEVASF e SEBRAE realizam a "Feira Conexão Sabores, Arte e Negócios" que acontece de 12 a 14 de abril no Centro de Eventos do Parque João Alencar Athayde. Com a finalidade de trazer para Montes Claros o produtor e seu produto para conhecimento, negócios e degustação através de stands, Aulas Show com Chefs, Oficinas de cursos, mostrando nossas riquezas e as variedades da nossa região. José Belas Gonçalves coordenador de promoção social Senar Minas diz: teremos uma maior visibilidade dos produtos da região Norte MG, valorizando sempre o resgate cultural, os frutos do cerrado, as origens dos Norte mineiros! Orgulho de ser Curadora junto a equipe! 

06 março 2019

CUSCUZ MARROQUINO (COUSCOUS MARROQUINO)



Cuscuz é um prato árabe originário da região do norte de África que consiste em um preparado de sêmola de cereais, o trigo, mas também do milho. 
A grafia francesa couscous, é frequentemente 
usada para todas as variações deste prato em livros de culinária.
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Há várias receitas de cuscuz. Há o Couscous Royal, o Couscous au sept legumes (só vegetais), e o Couscous Viande (com carne). Assim como:

Cuscuz com Borrego marroquino
Cuscuz com Camarões marroquino
Cuscuz com Frutos Secos marroquino
Cuscuz com Vegetais marroquino
Salada de Cuscuz marroquino

O cuscuz é um prato muito usado na região magrebina – norte de África. Em Marrocos é o prato da Sexta-feira ou dias de festa.
Surge muito como alternativa ao arroz, batatas ou massa e é repleta de nutrientes. É muito usado na alimentação vegetariana, já que é uma boa fonte de hidratos de carbono, que dão energia.

NOSSA VERSÃO DE CUSCUZ MARROQUINO
  • 200g de cuscuz marroquino
  • 1 sachê em pó de tempero para salada ou 1 tablete de caldo de legumes
  • 150 ml de água fervendo
  • 80g de cebola roxa picada
  • 100g de cenoura descascada, picada e cozida al dente
  • 1 tomate maduro mas firme sem sementes picado
  • Hortelã fresca picada a gosto
  • Cebolinha picada a gosto
  • 1 pitada de sal
  • 4 a 6 colheres (sopa) de suco de limão (se tiver limão siciliano obtém mais sabor e frescor a esta receita) pode até colocar um pouco de raspas da casca
  • Azeite a gosto (para o cuscuz ficar úmido começamos com 1/2 xicara de azeite)
  • 30g de uva passa escura sem semente (opcional)
  • 30g de nozes esmigalhadas (opcional)

PREPARO
Coloque a água para ferver com o tablete de caldo de legumes esmigalhado para derreter durante a fervura. Se usar o sachê em pó pode colocar quando desligar o fogo. 
Despeje sobre a farinha do cuscuz marroquino, misture, tampe a vasilha ou cubra com filme plástico. Utilize uma vasilha maior para misturar. Deixe por 10 minutos para hidratar e ficar macio. 
A quantidade de água apenas cobre os grãos, assim, não precisa escorrer ou espremer depois.
A cebola, o tomate, a cenoura e todos os ingredientes devem ser picadinhos, bem pequenos, pois assim terá um prato delicado e agradável ao comer. 
Abra a vasilha, misture todos os ingredientes, prove e tempere a gosto, regue com o azeite. Quando servir regue com mais azeite, tornará o prato delicioso. 
O suco de limão também pode ser a gosto, tem gente que gosta mais azedinho.
O cuscuz marroquino pode ser servido puro, acompanha bem carnes e grelhados em geral. Delicioso com salmão assado ou grelhado. Excelente acompanhamento para churrasco.


Postagem em destaque

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Na 31ª  Festa Nacional do Pequi - Montes Claros. Norte MG, os Guardiões da Gastronomia dos Gerais fazem a curadoria da Tenda dos Sabores, Cu...